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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Declínio fatal escravizado e perdido.

Não ouso descrever as magnificências de tal sentimento, qualquer um que fosse não poderia transmitir a emoção da grandeza, do deslumbramento, da felicidade, os êxtases, as melodias, os arrojo de luz e cores, uma coisa indefinível e incompreensível. Nem o melhor poeta que seja não conseguiria descrevê-lo, nem estrofes que por mais sinceras sejam o descreveriam, até as músicas mais melódicas não são capazes de fazê-lo. Borboletas no estômago, andar nas nuvens, aquele pseudo friozinho na barriga, calor no coração, sorriso incontrolável, vagalume nos olhos, asas de beija flor na imaginação ou como definas. Estou falando de amor. A razão das noites mal dormidas e até mesmo sem dormir, são devaneios inevitáveis e incontroláveis até mesmo impossíveis. Quando o botão de 'foda-se tudo' é ativado mais uma vez. Insultos são ignorados, as pessoas, por mais chatas que sejam se tornam legais nessas horas. Não existe algo que interrompa tamanha imensidão, a não ser ele mesmo, nos quebra no meio quando preciso. 
É inesgotável, infinito, inconfundível, incontrolável, inexplicável e eterno – nem sempre. Apenas amor.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Exclusivo para o nada.

Você não é o único que sofre pelo amor não correspondido ou que passa noites em claro por não saber  que dizer na hora certa. Nem o único que foge dos seus problemas ou que odeia engarrafamentos. Não é o único que abomina a monotonia e a rotina. Que observa a lua à noite. Que sofre por ter que partir e deixar pra trás o que mais ama.  Que precisa de alguém que não está ali na hora. Não é o único que tem tal opinião sobre o assunto. Não é o único que prefere comer doce que salgado ou vice-versa. Que odeia esperar. Que quando escuta aquela música pensa em alguém. Que está assistindo um filme ou um vídeo nesse exato momento. Que foge das perguntas do silêncio.
Você não é o único. Nós não somos os únicos, ninguém tem essa exclusividade toda. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vontade de clichê

Poderia ter acontecido com qualquer um. Foi apenas uma questão de estar no lugar certo, no dia certo e, claro, na hora certa. Foram feitos um para o outro. Não que eu acredite em amor a primeira vista, longe disso. Apenas aconteceu. Cruzaram-se e em uma fração de segundos seus destinos foram traçados. Sabe aquelas cenas de filme em que duas pessoas distraídas trombam na rua? Foi exatamente assim. Não que eu também acredite nesses contratempos existentes nos filmes americanos que todo adolescente que se preze já ousou a assistir. Ela estava completamente distraída e ele não muito diferente. Acidentalmente se chocaram e, como nos filmes, derrubaram papeis de ambos. Trocaram olhares, e, bem, o final vocês já sabe. Quer dizer, podem não saber, mas isso não importa, se eu contar perde a graça.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sem avisar.


Eu sentia o vento alisar meu rosto. Não era um vento qualquer. Era o mesmo vento que tocava o seu rosto. O vento que tocava seu rosto depois vinha ao meu encontro para dançar. Era o seu vento, o que te conhecia plenamente, mais que qualquer um já conheceu e agora ele estava de encontro ao meu, numa dança inefável de paixão. Era tudo tão novo, mais bonito que o pôr-do-sol, brilhava mais que as estrelas já ousaram brilhar. Cada dia uma dança diferente. Não tinha hora de certa ou lugar para estar. O vento simplesmente aparecia, sem avisar.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Maybe, I should help you

Olhe pra mim. Enxugue suas lágrimas. Não chore mais. Não se desespere. Você não está sozinha. Nunca esteve. Nunca estará. Eu sempre estive aqui do seu lado. Agora vai, tome um banho, esqueça tudo o que passou. Têm roupas suas lá no armário. Uma toalha? Aqui está. Precisa de mais algo? Eu estou aqui, não precisa chorar. Olha pra mim, só mais alguns segundinhos, por favor. Quero ver teus olhos novamente. Não precisa chorar mais. Eu estou aqui, do seu lado. Nunca mais estará sozinha. Pare de chorar. Você não é o que pensa. Não, não diga isso, nem sequer pense. Sente-se. Pode ser aí no sofá mesmo. Aceita um café? Ou prefere um chá? Uma coca, talvez? Se quiser, tenho cigarros também. Frio? Vamos para mais perto da lareira. Estou aqui se precisar de colo, de abraço, ou qualquer outra coisa. Por favor, se acalme. Olhe pra mim mais uma vez. Vem cá. Não precisa chorar. Eu te amo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Só queria dizer

Odeio seu cabelo bagunçado, meio jogado para o lado com ar de mistério. Odeio seu andar cambaleado, sem rumo, na procura do que é incógnito e incorreto. Odeio a forma em que me trata, fala sempre com calma até quando insisto em te irritar. Odeio suas roupas meio largadas, monocromáticas, nas quais ousa se esconder. Odeio a forma torta em que segura o seu cigarro, odeio sua voz rouca por causa do mesmo. Odeio te amar. Odeio quando me faz admitir que estou errada, quando me diz que não está certo, quando advinha o que eu quero. Odeio admitir que não consigo dizer não para você.




Mas eu só queria dizer é que eu odeio o fato de você não existir.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Relógio de chances.

Meu relógio está ao inverso, no sentido anti-horário. As horas não passam, elas voltam. Os dias não terminam, eles começam. Ouço as palavras ao contrário, escrevo de trás pra frente, ando de cabeça para baixo. O norte é o sul e o sul eu não sei onde é. Eu amo quem deveria odiar e quem eu deveria amar, eu odeio. Ando meio perdida, deveria procurar a saída ou um lugar para entrar? Eu quero o que eu não quero e não quero o que eu quero. Não, não tente me entender, nem eu mesma me entendo.