terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vontade de clichê

Poderia ter acontecido com qualquer um. Foi apenas uma questão de estar no lugar certo, no dia certo e, claro, na hora certa. Foram feitos um para o outro. Não que eu acredite em amor a primeira vista, longe disso. Apenas aconteceu. Cruzaram-se e em uma fração de segundos seus destinos foram traçados. Sabe aquelas cenas de filme em que duas pessoas distraídas trombam na rua? Foi exatamente assim. Não que eu também acredite nesses contratempos existentes nos filmes americanos que todo adolescente que se preze já ousou a assistir. Ela estava completamente distraída e ele não muito diferente. Acidentalmente se chocaram e, como nos filmes, derrubaram papeis de ambos. Trocaram olhares, e, bem, o final vocês já sabe. Quer dizer, podem não saber, mas isso não importa, se eu contar perde a graça.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sem avisar.


Eu sentia o vento alisar meu rosto. Não era um vento qualquer. Era o mesmo vento que tocava o seu rosto. O vento que tocava seu rosto depois vinha ao meu encontro para dançar. Era o seu vento, o que te conhecia plenamente, mais que qualquer um já conheceu e agora ele estava de encontro ao meu, numa dança inefável de paixão. Era tudo tão novo, mais bonito que o pôr-do-sol, brilhava mais que as estrelas já ousaram brilhar. Cada dia uma dança diferente. Não tinha hora de certa ou lugar para estar. O vento simplesmente aparecia, sem avisar.