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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Meio meu, mas meu mesmo assim


Meio cheio, meio vazio, nem frio nem calor, não gosto e nem desgosto. Meio chato, meio legal, não amo, mas também não odeio. Não sou muito de meios termos, nunca consegui entendê-los, ou ama ou odeia, ou um ou outro, não tem como amar e odiar ao mesmo tempo. É sim ou não. Não há outra opção. Não aguento mais seus meios termos. Você me ama pela metade, gosta mais ou menos de conversar comigo, não me acha legal nem chata. Mas prefiro ser só metade sua a não ser nada. Minha metade.

Sou meio você e meio eu também.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

E o tempo


Às vezes me pergunto que ser tão poderoso é esse tal de tempo. Sempre ouço por aí que ele é capaz de mudar tudo, que o tempo resolverá isso e aquilo. Tornou-se a resposta para todos os problemas. Tá indo mal na escola? Com o tempo você melhora.  Tá sofrendo? Com o tempo tudo passa. Tá arrependido? Com o tempo tudo muda. Ainda ama ele? Com o tempo você esquece. Não sabe o que fazer? O tempo dirá. Parece que quando as coisas já não têm mais jeito, explicação e nem mais o que dizer o tempo vira a saída para tudo. 
Mas pra mim o tempo só muda a ordem das coisas e a nossa forma de pensar. 


Não é ele que vai consertar o que foi feito, quem consegue fazer isso é você.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Hora errada





Querido Andrew,
Não me procure mais. Não ouso a me responsabilizar pelos seus atos e seus sentimentos a partir dessa linha, desse momento, dessa palavra. Sei que te devo explicações, mas não sei como te dizer. Eu simplesmente não agüento mais me sentir assim, nunca gostei desse sentimento, com ele fico fraca, sem palavras, sem saber o que realmente fazer. Não consigo suportá-lo mais. Antes de se culpar, saiba que eu sou a única culpada aqui, eu sou o problema, sou o problema desde que deixei você entrar na minha vida, literalmente. Você é como um fantasma dentro de mim. Sempre assombrando meus atos, meus pensamentos, meus sonhos e até meus sentimentos. Foi como eu te avisei desde o começo, simplesmente não consigo suportar. Não me procure, gostaria que não pensasse em mim também, não quero causar seu sofrimento. Não ouse me ligar nem saber por onde tenho andado ou como estou. Para evitar que tente fazer tudo isso irei sumir. Viajar. Pra onde nem eu mesma sei. Poderemos ser amigos, apenas amigos, eu um futuro não tão próximo e não tão distante.
Apenas não me procure agora. Não é hora de saber como estou
A gente se esbarra por aí.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vida de um escritor.


Expressar sentimentos em um papel, mesmo quando o sentimos, nunca foi uma coisa muito fácil. Imagine para quem escreve livros, textos, blogs. O pior de nós, escritores, é apaixonar por um personagem não-real. Estamos sempre atrás de alguém que se pareça com algo que imaginamos. Várias vezes atribuímos aos nossos personagens, características que idealizamos da pessoa perfeita, ideal. Escritores são pessoas das quais são obrigadas a falar sobre tais sentimentos mesmo não os sentindo, descrevê-los ao ponto de fazer com que os leitores se sintam completamente dentro do texto. Imaginar cada detalhe que fará diferença no desfecho. Explicar minuciosamente cada gesto, cada palavra, cada sentimento. Muitos não entendem que não é só porque escrevemos textos sobre o amor quer dizer que o sintamos. Não é só porque escrevemos uma história, uma situação ou qualquer coisa do tipo, quer dizer que aconteceu ou que queremos que aconteça. Na maioria das vezes nossos textos não são destinados para alguém, nem possuem situações reais, muito menos sentimentos reais. Através da tela, nada é o que parece ser.
Personagens são apenas personagens, em alguns textos existe uma grande barreira entre o fictício e a realidade, pelo menos nos meus.
É uma confusão de sentimentos. Por mais que haja alguma realidade em seus textos, escritores são os menos compreendidos. São contradições demais, até mesmo para explicá-los.

Declínio fatal escravizado e perdido.

Não ouso descrever as magnificências de tal sentimento, qualquer um que fosse não poderia transmitir a emoção da grandeza, do deslumbramento, da felicidade, os êxtases, as melodias, os arrojo de luz e cores, uma coisa indefinível e incompreensível. Nem o melhor poeta que seja não conseguiria descrevê-lo, nem estrofes que por mais sinceras sejam o descreveriam, até as músicas mais melódicas não são capazes de fazê-lo. Borboletas no estômago, andar nas nuvens, aquele pseudo friozinho na barriga, calor no coração, sorriso incontrolável, vagalume nos olhos, asas de beija flor na imaginação ou como definas. Estou falando de amor. A razão das noites mal dormidas e até mesmo sem dormir, são devaneios inevitáveis e incontroláveis até mesmo impossíveis. Quando o botão de 'foda-se tudo' é ativado mais uma vez. Insultos são ignorados, as pessoas, por mais chatas que sejam se tornam legais nessas horas. Não existe algo que interrompa tamanha imensidão, a não ser ele mesmo, nos quebra no meio quando preciso. 
É inesgotável, infinito, inconfundível, incontrolável, inexplicável e eterno – nem sempre. Apenas amor.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Exclusivo para o nada.

Você não é o único que sofre pelo amor não correspondido ou que passa noites em claro por não saber  que dizer na hora certa. Nem o único que foge dos seus problemas ou que odeia engarrafamentos. Não é o único que abomina a monotonia e a rotina. Que observa a lua à noite. Que sofre por ter que partir e deixar pra trás o que mais ama.  Que precisa de alguém que não está ali na hora. Não é o único que tem tal opinião sobre o assunto. Não é o único que prefere comer doce que salgado ou vice-versa. Que odeia esperar. Que quando escuta aquela música pensa em alguém. Que está assistindo um filme ou um vídeo nesse exato momento. Que foge das perguntas do silêncio.
Você não é o único. Nós não somos os únicos, ninguém tem essa exclusividade toda. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Maybe, I should help you

Olhe pra mim. Enxugue suas lágrimas. Não chore mais. Não se desespere. Você não está sozinha. Nunca esteve. Nunca estará. Eu sempre estive aqui do seu lado. Agora vai, tome um banho, esqueça tudo o que passou. Têm roupas suas lá no armário. Uma toalha? Aqui está. Precisa de mais algo? Eu estou aqui, não precisa chorar. Olha pra mim, só mais alguns segundinhos, por favor. Quero ver teus olhos novamente. Não precisa chorar mais. Eu estou aqui, do seu lado. Nunca mais estará sozinha. Pare de chorar. Você não é o que pensa. Não, não diga isso, nem sequer pense. Sente-se. Pode ser aí no sofá mesmo. Aceita um café? Ou prefere um chá? Uma coca, talvez? Se quiser, tenho cigarros também. Frio? Vamos para mais perto da lareira. Estou aqui se precisar de colo, de abraço, ou qualquer outra coisa. Por favor, se acalme. Olhe pra mim mais uma vez. Vem cá. Não precisa chorar. Eu te amo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Destinados a sofrer

Somos personagens de histórias não escritas por nós. Predestinados a apaixonar pelas pessoas mais improváveis e impossíveis até. Vivendo das mais loucas histórias de amor e então desencantamos, talvez porque não atendia a todas as nossas exigências, talvez porque simplesmente cansamos ou talvez porque o autor de nossa história quis que fosse diferente. E depois? O depois ninguém sabe. Vai pela preferência de cada autor. São páginas e mais páginas em branco que podem ser escritas com muitos detalhes, com adrenalina, aventuras ou não. Às vezes são páginas e páginas para esconder algo que estava no nosso lado, como o amor em nosso melhor amigo, mas o autor decidiu que você vivesse as maiores loucuras de amor, sofresse por cada dia vivido, para no final ficar com quem sempre esteve com você e então ser feliz de verdade.
E tudo isso com o intuito de satisfazer os leitores ou apenas entreter o autor. 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Confronto comigo mesma.


- Porque você me ignorou? – perguntou.
Você quer realmente saber o porque? É porque tenho medo de você. Tenho medo dos seus olhos, eles são como um abismo, tenho medo de olhar e cair para dentro de você. Tenho medo de tudo que possa acontecer comigo, medo de como me sentirei, não posso me apaixonar mais uma vez por alguém que não dá a mínima para os meus sentimentos, me proibi de fazer isso. Não quero me machucar mais uma vez, não quero criar mais problemas pra você. Por isso fujo dos seus olhos, dos seus sorrisos, de sua voz e de tudo o que eles venham me trazer.
- Não te vi. – respondi.
- Mas não foi a primeira vez – declarou.
- Me desculpe. – pedi.
Me ignore agora, não me desculpe, não, te imploro. Porque fui pedir desculpas? Estava melhor antes, NÃO me desculpe, não agora. Tenho medo de que ao você me desculpar eu me descontrolar, acho melhor te ignorar.
- Desculpo.
Eu queria ouvir tudo, menos isso. Poderia me xingar ou fazer sei-lá-o-que, menos me desculpar. Agora começará tudo de novo, mas não irei suportar, não dessa vez.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Utopia da liberdade.

Voar, eu queria voar. Voar alto, para longe. Deixar todos os problemas para trás, deixá-los no chão. Esquecer tudo. Tudo e todos. Por um instante apenas. E assim ficar leve a ponto de voar. Ir além do mais alto prédio, da mais alta montanha, na busca de sei-lá-o-que. Talvez a procura de mim mesma. Ou então na procura de nada. Ir além do que um ser humano atreveu chegar. Ver todas as maravilhas desconhecidas. Atravessar as nuvens, sentir o gosto de algodão doce que tanto falam. Desrespeitar a lei da gravidade. Ser livre como um pássaro. Desconectar-me dos pensamentos. Ir aos lugares impossíveis e inimagináveis. Espairecer. Voar como um balão quando solto, até que não seja mais visto pelos humanos. Pensar. E assim, aterrissar, é preciso viver, arcar com as consequências da vida. Viver de uma maneira diferente de que vivia antes de voar, viver mais intensamente, aproveitar cada segundo, aproveitar cada voo antes que seja tarde demais. 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Come and go

Andando, rua vazia, encontrei um local no qual havia um grande tumulto, havia até uma fila para ver o porque de tanto alvoroço. Logo pensei que poderia ser alguma briga ou qualquer coisa do tipo. Tentei de todas as formas espiar o que era, mas qualquer esforço fora em vão. Decidi entrar na fila, afinal, eu não tinha nada mesmo para fazer. Como eu não estava muito bem aproveitei o tempo de espera para pensar um pouco. Perdida em meus pensamentos, mal vi o tempo passar e muito menos que a fila já diminuíra significativamente.  Logo, eu era a única da fila. Vi em minha frente um garoto, olhos azuis e um pouco cansados, cabelo bagunçado, bem bonito por sinal, segurando uma placa de “free hugs”.
-Quero um amigo – pedi.
-Eu só distribuo abraços...
Fiquei um pouco desapontada, mas afinal, ele estava lá só para isso mesmo.
-Desculpa – falei.
Ele percebeu que eu não estava muito bem, se aproximou e me deu um abraço bem apertado, bem demorado, um dos melhores abraços que eu já recebi.
-Esse foi o primeiro abraço sincero que eu recebi hoje – comentou fazendo pausas.
-Pois é, esse foi o meu primeiro abraço de hoje.
Começou uma grande amizade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O jeito que nos falamos


Ela tinha cabelos vermelhos como o sangue, todos a olhavam, ela não era a mais alta ou a mais baixa, e nem se enquadrava nos padrões consideráveis de beleza, mas algo a diferenciava dos outros, ela parecia brilhar, talvez isso fosse a enorme dor que sentia dentro de si, mas isso ninguém via.
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Mais uma vez andando sem rumo, fugindo de todos os lugares, de todas as pessoas, de todas as coisas que me podessem trazer possíveis lembranças. Mergulhada em meus pensamentos, perdida em um mar de perguntas, perguntas nas quais eu fazia para mim mesma, todo dia. Estava tão distraída que nem vi o tempo passar, não percebi que já era noite e passava da hora de voltar para casa. Olhei ao meu redor, não tinha a mínima idéia de onde eu poderia estar, minha preocupação com outras coisas era tamanha que nem o caminho de volta para casa era possível lembrar. Olhei para trás, alguém me seguia, por medo, destino ou intuição entrei no quintal de uma casa. Toquei campainha, ninguém atendeu, toquei novamente com a esperança de alguém ir atender, mas fora em vão. Desesperada, cansada, encostei na porta, ela se abriu, resolvi entrar. A casa não estava em perfeitas condições, um pouco bagunçada, mas era o que eu precisava. Entrei vagarosamente, percebi que alguém tomava banho, entrei no primeiro quarto que encontrei. Deduzi ser um adolescente, aparentemente com 17 anos, cabelos espetados, meio bagunçados, muito bonito por sinal. Sentei em sua cama e resolvi esperá-lo. Minutos depois ele entra no quarto, assustado, começamos a nos olhar.
- O que fazes aqui?  – perguntou.
- Longa história – respondi.
- Tenho tempo... – você disse com a maior sinceridade do mundo.
Resolvi então contá-lo tudo, conversamos horas e horas. Resolvemos fazer um jogo, cada um deveria falar cinco características suas.
- Sou ciumenta, chorona, impulsiva, possessiva e exigente. – Declarei.
- Isso não é novidade para mim. – disse como se me conhecesse há anos – É possível perceber em seus olhos.
Depois de várias horas de conversa ele me conhecia mais do que qualquer um já conheceu, talvez, até mais que eu mesma. Ele me convidou para dormir lá e passar o tempo que eu precisasse, aceitei, não havia como recusar, já passava das duas da manhã e eu precisava descansar. Dormimos. Acordei cedo, as 7:30 da manhã para ser mais precisa, ele ainda dormia, o acordei, ele percebeu que eu não estava com um pingo de sono, fomos tomar café. Conversamos durante um bom tempo quando resolvi fazer uma pergunta, na qual estava entalada em minha garganta.
- Porque me aceitou aqui?
- O mesmo motivo no qual te fez entrar aqui. – Respondeu.
Talvez engano, talvez destinou ou mera coincidência, mas alguma coisa estava prestes a se formar, eu já sorria novamente..