quinta-feira, 24 de junho de 2010

Confronto comigo mesma.


- Porque você me ignorou? – perguntou.
Você quer realmente saber o porque? É porque tenho medo de você. Tenho medo dos seus olhos, eles são como um abismo, tenho medo de olhar e cair para dentro de você. Tenho medo de tudo que possa acontecer comigo, medo de como me sentirei, não posso me apaixonar mais uma vez por alguém que não dá a mínima para os meus sentimentos, me proibi de fazer isso. Não quero me machucar mais uma vez, não quero criar mais problemas pra você. Por isso fujo dos seus olhos, dos seus sorrisos, de sua voz e de tudo o que eles venham me trazer.
- Não te vi. – respondi.
- Mas não foi a primeira vez – declarou.
- Me desculpe. – pedi.
Me ignore agora, não me desculpe, não, te imploro. Porque fui pedir desculpas? Estava melhor antes, NÃO me desculpe, não agora. Tenho medo de que ao você me desculpar eu me descontrolar, acho melhor te ignorar.
- Desculpo.
Eu queria ouvir tudo, menos isso. Poderia me xingar ou fazer sei-lá-o-que, menos me desculpar. Agora começará tudo de novo, mas não irei suportar, não dessa vez.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Utopia da liberdade.

Voar, eu queria voar. Voar alto, para longe. Deixar todos os problemas para trás, deixá-los no chão. Esquecer tudo. Tudo e todos. Por um instante apenas. E assim ficar leve a ponto de voar. Ir além do mais alto prédio, da mais alta montanha, na busca de sei-lá-o-que. Talvez a procura de mim mesma. Ou então na procura de nada. Ir além do que um ser humano atreveu chegar. Ver todas as maravilhas desconhecidas. Atravessar as nuvens, sentir o gosto de algodão doce que tanto falam. Desrespeitar a lei da gravidade. Ser livre como um pássaro. Desconectar-me dos pensamentos. Ir aos lugares impossíveis e inimagináveis. Espairecer. Voar como um balão quando solto, até que não seja mais visto pelos humanos. Pensar. E assim, aterrissar, é preciso viver, arcar com as consequências da vida. Viver de uma maneira diferente de que vivia antes de voar, viver mais intensamente, aproveitar cada segundo, aproveitar cada voo antes que seja tarde demais.