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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Declínio fatal escravizado e perdido.

Não ouso descrever as magnificências de tal sentimento, qualquer um que fosse não poderia transmitir a emoção da grandeza, do deslumbramento, da felicidade, os êxtases, as melodias, os arrojo de luz e cores, uma coisa indefinível e incompreensível. Nem o melhor poeta que seja não conseguiria descrevê-lo, nem estrofes que por mais sinceras sejam o descreveriam, até as músicas mais melódicas não são capazes de fazê-lo. Borboletas no estômago, andar nas nuvens, aquele pseudo friozinho na barriga, calor no coração, sorriso incontrolável, vagalume nos olhos, asas de beija flor na imaginação ou como definas. Estou falando de amor. A razão das noites mal dormidas e até mesmo sem dormir, são devaneios inevitáveis e incontroláveis até mesmo impossíveis. Quando o botão de 'foda-se tudo' é ativado mais uma vez. Insultos são ignorados, as pessoas, por mais chatas que sejam se tornam legais nessas horas. Não existe algo que interrompa tamanha imensidão, a não ser ele mesmo, nos quebra no meio quando preciso. 
É inesgotável, infinito, inconfundível, incontrolável, inexplicável e eterno – nem sempre. Apenas amor.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Maybe, I should help you

Olhe pra mim. Enxugue suas lágrimas. Não chore mais. Não se desespere. Você não está sozinha. Nunca esteve. Nunca estará. Eu sempre estive aqui do seu lado. Agora vai, tome um banho, esqueça tudo o que passou. Têm roupas suas lá no armário. Uma toalha? Aqui está. Precisa de mais algo? Eu estou aqui, não precisa chorar. Olha pra mim, só mais alguns segundinhos, por favor. Quero ver teus olhos novamente. Não precisa chorar mais. Eu estou aqui, do seu lado. Nunca mais estará sozinha. Pare de chorar. Você não é o que pensa. Não, não diga isso, nem sequer pense. Sente-se. Pode ser aí no sofá mesmo. Aceita um café? Ou prefere um chá? Uma coca, talvez? Se quiser, tenho cigarros também. Frio? Vamos para mais perto da lareira. Estou aqui se precisar de colo, de abraço, ou qualquer outra coisa. Por favor, se acalme. Olhe pra mim mais uma vez. Vem cá. Não precisa chorar. Eu te amo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Utopia da liberdade.

Voar, eu queria voar. Voar alto, para longe. Deixar todos os problemas para trás, deixá-los no chão. Esquecer tudo. Tudo e todos. Por um instante apenas. E assim ficar leve a ponto de voar. Ir além do mais alto prédio, da mais alta montanha, na busca de sei-lá-o-que. Talvez a procura de mim mesma. Ou então na procura de nada. Ir além do que um ser humano atreveu chegar. Ver todas as maravilhas desconhecidas. Atravessar as nuvens, sentir o gosto de algodão doce que tanto falam. Desrespeitar a lei da gravidade. Ser livre como um pássaro. Desconectar-me dos pensamentos. Ir aos lugares impossíveis e inimagináveis. Espairecer. Voar como um balão quando solto, até que não seja mais visto pelos humanos. Pensar. E assim, aterrissar, é preciso viver, arcar com as consequências da vida. Viver de uma maneira diferente de que vivia antes de voar, viver mais intensamente, aproveitar cada segundo, aproveitar cada voo antes que seja tarde demais.