terça-feira, 13 de abril de 2010

Pour some sugar on me

Mais uma vez, parada, em frente ao espelho tentando entender o porque não consigo mais enxergar o que era de costume. Onde está aquela ingenuidade? Aquela felicidade espontânea? Aquele suspiro digno de quem ama? Não consigo entender como tudo sumiu. Como posso? Essa não sou eu! O que fazia antes depois de horas pensando é feito por impulso. O que era demonstrado com tanta facilidade não é mais possível ser visto. A felicidade espontânea foi transformada em momentos de altos e baixos, uma típica montanha russa.
- Pode até soar clichê. - pensei comigo mesma - Mas minha vida anda com mais altos e baixos que a própria montanha russa.
Novamente horas, parada, em frente ao espelho, tentando entender o mesmo que tentava há dois dias, mas com uma forma diferente de enxergar as coisas.
- E se eu sempre fui assim? E se toda aquela felicidade espontânea, àquelas horas pensando se devo ou não fazer e a facilidade de demonstrar sentimentos fossem somente uma máscara? - pensei alto.
Um ano depois, lá estava, em frente ao mesmo espelho, pensando mais uma vez, enxergando o que não enxergava antes, olhando de uma forma diferente das outras. Agora  os fatos pareciam mais fáceis de se juntarem, as perguntas já tinham respostas.
- Eu cresci, de fato, a ingenuidade não existe mais, isso se perde com o tempo, todos a perdem. A felicidade continua a mesma, mas, o motivo da felicidade mudou. Suspiro digno de quem ama? Sinceramente. Eu? Amando? Agora? - solto uma risada longa - Isso é impossível, como muitos dizem, sou fria. Eu continuo demonstrando meus sentimentos, mas de formas diferentes e quase imperceptíveis, demonstro em qualquer pequeno gesto, no qual, muitos não percebem. Altos e baixos, todo mundo tem, - disse para mim mesma.
Fui em direção a minha cama e me deitei nela.
- Momentos, apenas momentos. - gritei - Momentos, apenas momentos - repeti, de forma que encheu todo o vazio do quarto escuro e frio.

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